(Novembro de 2004)
Vou de viagem
amigos meus
muito me custa
dizer adeus
mas tenho d'ir
é chegada a hora
terei de partir
antes de agora
que ninguém impeça
esta minha empresa
não quero á janela
qualquer vela acesa
que ninguém implore
para eu ficar
que ninguém me chore
quando vos deixar
sigo o meu caminho
junto-me ao mito
a estrada chama-me
para o infinito
não olho para trás
quando zarpar
ninguém me vai ver
não mais vou voltar
o meu destino
não irei seguir
não me posso esconder
mas posso fugir.